Instituto das Cidades Inteligentes vai ajudar municípios a ter acesso a recursos

Dentro de 20 dias, a Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas vai conhecer a primeira versão do Instituto das Cidades Inteligentes, organismo que está sendo criado para permitir que os municípios que participam da iniciativa no Brasil possam ter acesso a recursos financeiros para seus projetos.

Nesta semana, uma equipe começou a preparar o primeiro esboço do futuro instituto. Até meados de junho, a versão inicial do documento deve estar pronta para ser apresentada aos membros da Rede Brasileira.

A decisão de estabelecer uma comissão para redigir o estatuto do instituto, sob o formato de uma organização social, foi tomada durante reunião realizada em Vitória na última segunda-feira (18), dentro do XIII Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos.

Comissão

A comissão é formada pelo pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, Anilton Salles Garcia, pela economista e assessora técnica da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV) Marina Côrtes, pelo professor do Instituto Federal de Educação (Ifes) Maxwel Monteiro, pela mestranda da Fucape Cristiane Cardoso e pela professora do Departamento de Engenharia de Produção da Ufes Miriam Magdala.

União europeia

Presente ao encontro, o professor da Universidade de Helsinque Alvaro Oliveira, presidente da Rede Europeia de Living Labs, é o principal articulador da experiência de cidades inteligentes e humanas da Europa com a Rede Brasileira.

Para o professor, Vitória tem todas as condições de se tornar uma das primeiras cidades inteligentes do Brasil. Ele destacou a Parceria Público-Privada de iluminação lançada pela CDV.

Iluminação

O presidente da CDV, André Gomyde, que também preside o Fórum Nacional de Cidades Inteligentes, explicou que a PPP da iluminação pública vai dotar a cidade de infraestrutura tecnológica que vai permitir ter os programas mais modernos do mundo para uma cidade inteligente.

“Na prática, vamos transformar cada poste de Vitória em um emissor de sinal de Internet de alta velocidade. Isso vai conectar toda a cidade, garantindo as condições iniciais para sua transformação em uma cidade inteligente e humana”.

Sobre a constituição do Instituto das Cidades, Gomyde destacou que o novo órgão terá personalidade jurídica e terá, entre suas funções, captar e distribuir os recursos de financiamento entre as cidades da rede. “Estamos trabalhando para que até 15 de junho possamos fechar a primeira versão do documento. Há a possibilidade concreta de financiamento de projetos para as cidades da rede via Banco Mundial e o instituto vai facilitar o acesso a esses recursos”.

A Rede de Cidades foi criada em Vitória em setembro de 2014. Na capital, o projeto Cidades Inteligentes e Humanas está sendo desenvolvido pela CDV e parceiros, como a Ufes.